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Cárcere privado no Paraná: mulher era vigiada por câmeras, tinha redes sociais monitoradas e não podia escolher as próprias roupas, diz polícia

Mulher que estava em cárcere há um ano é libertada pela PM A mulher de 27 anos resgatada de cárcere privado pela Polícia Militar (PM-PR) relatou que vivia ...

Cárcere privado no Paraná: mulher era vigiada por câmeras, tinha redes sociais monitoradas e não podia escolher as próprias roupas, diz polícia
Cárcere privado no Paraná: mulher era vigiada por câmeras, tinha redes sociais monitoradas e não podia escolher as próprias roupas, diz polícia (Foto: Reprodução)

Mulher que estava em cárcere há um ano é libertada pela PM A mulher de 27 anos resgatada de cárcere privado pela Polícia Militar (PM-PR) relatou que vivia sob controle constante do companheiro, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Segundo a vítima, ela era vigiada por câmeras de segurança, tinha as redes sociais monitoradas e não podia escolher as próprias roupas. A vítima pediu socorro por meio de um e-mail para a polícia. Ela escreveu à Ouvidoria da Mulher de Colombo que era mantida em cárcere privado e sofria violência doméstica há um ano e três meses. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp No relato, ela disse ainda que tinha os celulares quebrados pelo companheiro e era impedida de sair de casa. "Ele já me agrediu com minha bebê prematura de dois meses no colo, me chutou nas costas enquanto eu dava leite para ela, me enforcou com ela no colo e na frente da filha dele de 10 anos. Já me puxou pelos cabelos enquanto eu trocava fralda. Também me ameaçou enquanto eu estava grávida. Me ajudem a voltar pra casa em segurança? Meu WhatsApp e redes sociais são vigiados, por isso não posso usar". A identidade dela e do companheiro não foram divulgadas para preservar a segurança da vítima. Casa tinha três câmeras de monitoramento Polícia Militar do Paraná Câmeras e grades Segundo a PM, a mulher vivia em uma casa com três câmeras de segurança. Uma ficava na entrada da residência, outra no corredor e a terceira estava apontada para a porta dos fundos. As janelas tinham grades de ferro e, de acordo com o relato dela aos policiais, somente o companheiro tinha a chave da porta. As ligações telefônicas e as redes sociais também eram monitoradas por ele. O e-mail chegou à Ouvidoria da Mulher de Colombo, serviço criado há cerca de um mês e divulgado em cartazes espalhados por prédios públicos e ônibus da cidade. A mensagem foi encaminhada para uma psicóloga do programa Rede Delas, que conseguiu manter contato com a vítima e acionou a Patrulha Maria da Penha ao perceber que ela não conseguia deixar a residência sozinha. Segundo a policial responsável pelo atendimento, a mulher estava abalada quando foi encontrada e confirmou aos policiais que era mantida em cárcere. Mulher enviou e-mail pedindo ajuda RPC Companheiro foi preso O homem foi preso em flagrante na tarde de sexta-feira (7). Segundo a PM, ele foi autuado por cárcere privado, dano e violência psicológica. De acordo com a polícia, o suspeito tinha outros registros por violência doméstica e ameaça, de 2020 e 2022. Em uma dessas ocorrências, uma vítima conseguiu uma medida protetiva contra ele. O homem continua preso. O Ministério Público (MP-PR) pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva. A mulher e o filho, de quatro meses, foram retirados da residência e encaminhados para um local seguro, onde recebem atendimento e acolhimento especializado. Medidas protetivas de urgência também foram solicitadas. LEIA TAMBÉM: Sem previsão de liberação: Caminhoneiro brasileiro preso em nevasca na Argentina relata falta de comida Apreensão: Estudante de medicina no Paraguai é flagrado com 1.300 ampolas de tirzepatida em fiscalização Investigação: PF prende foragido por esquema de adulteração de combustíveis para lavagem de dinheiro do crime organizado em postos de Curitiba VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

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